PRODUÇÃO DE BIOSSURFACTANTES POR CEPAS BACTERIANAS DE ORIGEM MARINHA UTILIZANDO QUEROSENE COMO FONTE DE CARBONO

Francisco Sylvânio Ferreira da Silva, Victor Conde Ferreira, Karla Maria Catter, Adson Pinheiro Queiroz Viana, Kamila Vieira de Mendonça, Oscarina Viana de Sousa, Regine Helena dos Fernandes Vieira

Resumo


Este trabalho teve como objetivo avaliar a capacidade de bactérias marinhas, isoladas de região portuária de Fortaleza, Ceará, em produzir compostos biossurfactantes utilizando querosene comercial como fonte de carbono. Foram utilizadas 22 cepas bacterianas, sendo 14 provenientes de amostras de água e 8 de sedimento. Os microrganismos foram crescidos por um período de 72 horas em meio de cultura Luria Bertani (LB) tendo como única fonte de carbono o querosene na concentração de 2%. Com o sobrenandante (líquido metabólico - LM) das culturas bacterianas foram realizados os seguintes testes de avaliação da produção de biossurfactantes: colapso da gota, atividade de emulsificação, capacidade de formação e estabilidade de emulsão. Foi avaliada a capacidade dos isolados em produzir hemólise em meio Ágar Sangue, indicativo da produção de biossurfacatntes. Do total de isolados, 36% obtiveram forte atividade no teste do colapso da gota, 50% produziram boas emulsões (acima de 40%), apresentando boa estabilidade até 168 horas de observação e 63% dos isolados produziram halos de hemólise. As cepas obtiveram bons resultados nos testes realizados, indicando um potencial em degradar querosene comercial, utilizando-o como fonte de carbono e produzindo compostos biossurfactantes/bioemulsificantes.


Palavras-chave


Querosene; Surfactantes Biológicos; Degradação; Emulsão.

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DOI: http://dx.doi.org/10.18316/rca.v11i1.2652

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ISSN: 1981-8858

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