REPERCUSSÕES DO AUTOCRITICISMO E DA AUTOCOMPAIXÃO NO DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DE PSICOTERAPEUTAS

Autores

  • Susani Oliveira Universidade do Vale do Rio dos Sinos
  • Emanueli Ribeiro Beneton Universidade do Vale do Rio dos Sinos
  • Melissa Daiane Hans Sasson Universidade do Vale do Rio dos Sinos
  • Fernanda Barcellos Serralta Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Ilana Andretta Universidade do Vale do Rio dos Sinos

DOI:

https://doi.org/10.18316/cippus.v13i1.11874

Resumo

A literatura aponta que variáveis do terapeuta interferem no processo terapêutico. Dentre essas variáveis, o autocriticismo e a autocompaixão parecem ser variáveis importantes, e que também precisam ser analisadas em relação a este processo. O presente estudo possui por objetivo examinar possíveis efeitos da autocompaixão e do autocriticismo sobre o desenvolvimento do psicoterapeuta. Trata-se de um estudo quantitativo, correlacional e explicativo, com corte transversal, realizado em uma amostra de 105 psicoterapeutas, graduados em Psicologia, que realizavam curso de formação e/ou especialização em TCC, Psicanálise ou Sistêmica. Como resultados, as análises de regressão hierárquica mostraram que a autocompaixão prediz uma melhor percepção de desenvolvimento do psicoterapeuta. Assim, quanto maior a autocompaixão, melhor é a autopercepção do psicoterapeuta acerca de seu desenvolvimento profissional. Entende-se que o desenvolvimento de capacidades compassivas do psicoterapeuta é fundamental na perspectiva do seu bem-estar e exercício profissional. Sugere-se que mais estudos abordem essas características no desenvolvimento profissional do psicoterapeuta.

Publicado

2025-06-27

Edição

Seção

Artigos