REPERCUSSÕES DO AUTOCRITICISMO E DA AUTOCOMPAIXÃO NO DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DE PSICOTERAPEUTAS
DOI:
https://doi.org/10.18316/cippus.v13i1.11874Resumo
A literatura aponta que variáveis do terapeuta interferem no processo terapêutico. Dentre essas variáveis, o autocriticismo e a autocompaixão parecem ser variáveis importantes, e que também precisam ser analisadas em relação a este processo. O presente estudo possui por objetivo examinar possíveis efeitos da autocompaixão e do autocriticismo sobre o desenvolvimento do psicoterapeuta. Trata-se de um estudo quantitativo, correlacional e explicativo, com corte transversal, realizado em uma amostra de 105 psicoterapeutas, graduados em Psicologia, que realizavam curso de formação e/ou especialização em TCC, Psicanálise ou Sistêmica. Como resultados, as análises de regressão hierárquica mostraram que a autocompaixão prediz uma melhor percepção de desenvolvimento do psicoterapeuta. Assim, quanto maior a autocompaixão, melhor é a autopercepção do psicoterapeuta acerca de seu desenvolvimento profissional. Entende-se que o desenvolvimento de capacidades compassivas do psicoterapeuta é fundamental na perspectiva do seu bem-estar e exercício profissional. Sugere-se que mais estudos abordem essas características no desenvolvimento profissional do psicoterapeuta.
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