O papel da narratividade na prática socioeducativa em contextos rurais do Agreste e Leste Alagoano

Autores

DOI:

https://doi.org/10.18316/dialogo.vi59.12832

Palavras-chave:

Educação do campo, Epistemologias decoloniais, Formação de professores, Pedagogia da alternância

Resumo

Este artigo analisa narrativas construídas por professores formados em Educação do Campo, atuantes no interior de Alagoas, Nordeste do Brasil, com o propósito de compreender como suas experiências formativas e práticas pedagógicas se articulam às especificidades socioculturais e territoriais do contexto rural nordestino. As experiências relatadas emergem de um processo formativo desenvolvido pela Universidade Estadual de Alagoas, que se constituiu como uma iniciativa educacional singular e transformadora para o Agreste e o Leste alagoano. A investigação pauta-se na escuta sensível de sujeitos do campo, por meio de entrevistas semiestruturadas e registros em áudio, assumindo a narrativa como instrumento político-pedagógico de afirmação de memórias, saberes e modos de vida. Com base na perspectiva do conhecimento sistêmico e insurgente, o estudo denuncia a permanência das lógicas coloniais no campo educacional e reafirma a urgência de práticas contra-hegemônicas. Defende-se que a Escola do Campo, ao valorizar as epistemologias locais (Toledo; Barrera-Bassols, 2015), deve operar como espaço de resistência. Ela deve ser enraizada na pedagogia da alternância (Ribeiro, 2008), na agroecologia e no ethos rural (Rosset, 2017); isso abrirá caminhos para que os sujeitos do campo não apenas sejam ouvidos, mas também reconhecidos como produtores de conhecimento.

Biografia do Autor

Manoel Valquer Oliveira Melo, Universidade Federal de Alagoas (UFAL), Delmiro Gouveia, AL, Brasil

Possui graduação em Filosofia pela Universidade Federal de Alagoas, mestrado em Desenvolvimento e Meio Ambiente pela UFAL e doutorado em Desenvolvimento Territorial e Meio Ambiente pela Universidade de Araraquara. Atualmente é professor da Universidade Federal de Alagoas/Campus do Sertão. Tem experiência na área de Meio Ambiente e Desenvolvimento Territorial; Filosofia contemporânea; Mercado de Trabalho; Processos Educativos e Ruralidades Contemporâneas.

Oriowaldo Queda, universidade de Araraquara (UNIARA), Araraquara, SP, Brasil.

Possui graduação em Engenharia Agronômica pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (1961), mestrado em Sociologia Rural - University of Wisconsin - Madison (1969) e doutorado em Agronomia pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (1972). Atualmente é professor contratado da  Universidade de Araraquara. Tem experiência na área de Sociologia, com ênfase em Sociologia Rural, atuando principalmente nos seguintes temas: violência, processos (des)educativos, desenvolvimento rural, trote e propriedade.

Vera Lucia Silveira Botta Ferrante, universidade de Araraquara (UNIARA), Araraquara, SP, Brasil.

Licenciada em Ciências Sociais pela UNESP, doutora e livre docente pela UNESP, professora titular aposentada da UNESP. Atualmente é coordenadora do programa de pós-graduação em Desenvolvimento Territorial e Meio Ambiente, da UNIARA, coordenador do Núcleo de Pesquisa e Documentação Rural (NUPEDOR), Pró Reitora em Pós-Graduação Strictu Sensu da UNIARA, Universidade de Araraquara. Bolsista Produtividade IA do CNPq. Membro do corpo editorial da revista Retratos dos Assentamentos

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Publicado

2026-08-07

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Artigos