Pesquisa-ação crítico-colaborativa na formação de professores para a educação antirracista

Autores

  • MARA MARGARIDA BARBOSA MACHADO UNIVERSIDADE PERNAMBUCO
  • Adlene Silva Arantes

DOI:

https://doi.org/10.18316/recc.v31i1.12614

Resumo

Este artigo tem como objetivo analisar o potencial formativo da pesquisa-ação crítico-colaborativa na formação de professores para a promoção da educação das relações étnico-raciais. Para ilustrar esta análise toma-se como referência um estudo empírico desenvolvido em uma escola pública municipal de Jaboatão dos Guararapes (PE) no contexto de um mestrado profissional em Educação. A pesquisa envolveu dez professores (as) da Educação Infantil e dos anos iniciais do Ensino Fundamental, e foi conduzida por uma gestora-pesquisadora em exercício na unidade escolar. Utilizando a técnica do grupo focal como estratégia de escuta e diálogo entre os (as) docentes, o processo formativo foi fundamentado em autores como Thiollent (2011), Ghedin e Franco (2011), Gatti (2008), Gomes (2012) e Munanga (2005). A experiência evidenciou que a metodologia da pesquisa-ação, ao articular teoria e prática em uma perspectiva colaborativa, favorece a reflexão crítica sobre o cotidiano escolar e possibilita a construção coletiva de práticas pedagógicas antirracistas. Entre os desdobramentos do trabalho desenvolvido destacam-se a realização de um seminário interno e a inclusão da temática étnico-racial no Projeto Político-Pedagógico da escola. Conclui-se que a pesquisa-ação crítico-colaborativa constitui uma estratégia potente para a formação de educadores (as) comprometidos com uma educação democrática, equitativa e plural, contribuindo para o fortalecimento de políticas de combate ao racismo nas escolas.

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Publicado

2026-05-18

Edição

Seção

Artigos