Inclusão perversa e autismo

um estudo de caso sobre a inclusão de crianças autistas em uma escola da zona rural

Autores

DOI:

https://doi.org/10.18316/recc.v31i1.12718

Resumo

Este texto analisa os obstáculos da inclusão de crianças com autismo em uma escola rural em Tianguá-CE, com base na experiência de uma cuidadora que também é pesquisadora. O estudo emprega uma metodologia qualitativa, exploratória e descritiva, fazendo uso da triangulação de informações obtidas por meio de entrevistas com professores e cuidadores, observações escolares e registros em diário de campo. Os resultados indicam a inclusão perversa de estudantes autistas, sem que suas particularidades sejam trabalhadas em uma perspectiva de integralidade, principalmente por conta das deficiências estruturais, escassez de capacitação profissional e a ocultação das subjetividades desses alunos. Nesta seara, os cuidadores são percebidos como intermediadores entre a escola, o estudante e a família, mas também expõem a sobrecarga de trabalho e a negligência institucional.

Biografia do Autor

Monalisa, Faculdade Ieducare

Graduanda de Psicologia da Faculdade Ieducare - FIED, Tianguá-CE. Membra do Grupo de Estudos em Psicologia Social, Decolonialidade e Políticas Públicas - Descolonize-se. Cuidadora Escolar com experiência de três anos em escolas no contexto rural. Estudos em Políticas Públicas Educacionais, ruralidades, infância e clínica Gestalt-Terapia.

Luiz, Universidade Estadual do Ceará

Doutorando em Sociologia pela Universidade Estadual do Ceará (PPGS-UECE), professor da Faculdade Ieducare (FIED/ Uninta) e membro fundador do Descolonize-se: grupo de estudos em Psicologia Social, Decolonialidade e Políticas Públicas (UECE). Tem graduação em Psicologia pela Universidade Federal do Ceará (UFC), Especialização em Avaliação Psicológica pelo Programa de Pós-graduação da Faculdade Luciano Feijão (FLF), Mestrado em Saúde da Família pela Universidade Federal do Ceará - UFC

Downloads

Publicado

2026-05-18

Edição

Seção

Artigos