Assédio moral no Institutos Federais

Políticas de prevenção e combate

Autores

DOI:

https://doi.org/10.18316/recc.v30i3.12975

Resumo

Reconhecer a presença do assédio moral nas relações interpessoais e organizacionais nos Institutos Federais-IFs é fundamental para o desenvolvimento de  práticas que buscam a  prevenção e combate  dessa violência. O assédio moral é uma violência que se materializa de diversas formas, às vezes de forma explícita, mas na maioria das vezes de modo sútil, dissimulado. O objetivo do assediador é atingir a dignidade da  vítima, causando-lhe sofrimento psíquico, emocional e físico, entre outros. Apesar da natureza formativa omnilateral ofertada nos IFs, o assédio moral se faz presente no cotidiano dessas instituições. Este cenário é reflexo  da busca  pelo  poder existente em  alguns sujeitos, seja profissional ou para satisfazer o próprio ego. O objetivo deste artigo é  averiguar políticas de combate e prevenção  ao assédio moral nos IFs, instituições que fazem parte da   Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (RFEPCT). Este artigo tem uma abordagem qualitativa, objetivos exploratórios e descritivos. Os dados produzidos foram analisados sob a ótica da  Análise Textual Discursiva-ATD. O material produzido identificou que, apesar de ser uma Rede, há divergências entre as realidades institucionais quanto à prevenção e combate ao assédio moral. Existe a necessidade de transformação em alguns espaços para mitigar os males causados pelo assédio moral, e para isso se faz necessário a oferta de  formações sobre o tema, construção de  fluxos transparentes e efetivos  para a  apuração dos casos existente, e , sobretudo  mudanças na cultura institucional que banaliza o assédio moral, invisibilizando a vítima em prol do assediador. 

Biografia do Autor

Eliane Juraski Camillo, Instituto Federal de Santa Catarina - IFSC

Pós-Doutora em Educação Profissional pelo Programa de Pós-Graduação em Educação Profissional do Instituto Federal Rio Grande do Norte-IFRN, com pesquisa sobre a uberização e precarização do trabalho dos/as entregadores/as de aplicativo no contexto da pandemia do novo coronavírus (2020). Doutora em Educação pela UFSM de Santa Maria-RS, com tese sobre as relações entre a maquinaria capitalista e a violência na escola na constituição dos jovens (2015). Integra, na UFSM, o Grupo de Estudos sobre Memória e Educação - Povo de Clio. Mestre em Educação pela UNISC de Santa Cruz do Sul-RS (2011), na linha de pesquisa Educação, Trabalho e Emancipação, com dissertação sobre o ócio entre os docentes. Integra, na UNISC, o grupo de pesquisa de Linha Educação, Trabalho e Emancipação. Possui graduação em Letras-Português-Inglês e Respectivas Literaturas pela Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (2004). Possui experiência na área da Educação, do ensino de Língua Portuguesa, Língua Inglesa e Literatura brasileira e Educação a distância, com larga atuação na Educação Básica, com ênfase ao Ensino Médio e EJA; além do Ensino Técnico e Superior, onde trabalhou no Instituto Federal Catarinense (Rio do Sul - SC) e Instituto Federal de Santa Catarina (Jaraguá do Sul - GW - e Xanxerê- SC). Atualmente, trabalha como docente no Campus Florianópolis do Instituto Federal de Santa Catarina. Atua como chefia do Departamento de Formação e Práticas Educativas (CERFEAD/PROEN). É professora credenciada ao Mestrado Profissional em Educação Profissional e Tecnológica, do Programa de Pós-Graduação em Educação Profissional e Tecnológica em Rede - PROFEPT, atuando e orientando na linha de pesquisa Organização e Memórias de Espaços Pedagógicos na Educação Profissional e Tecnológica (EPT). Interesse nas seguintes temáticas para pesquisa e orientação: trabalho, direitos humanos e gestão democrática da Educação.Mãe de uma menina-moça-mulher.

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Publicado

2025-12-18

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Artigos