Economia criativa e Tríplice Hélice no Brasil
Reflexões sobre a formação da classe criativa e os desafios regionais
DOI:
https://doi.org/10.18316/mouseion.vi46.13241Resumo
Este artigo tem como objetivo analisar, sob uma perspectiva teórico-interpretativa, a relação entre economia criativa, classe criativa e o modelo da Tríplice Hélice no contexto brasileiro, com ênfase nos desafios associados às desigualdades regionais. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa de natureza qualitativa, baseada em revisão bibliográfica e análise documental. Como fontes empíricas complementares, são mobilizados dados produzidos pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), especialmente aqueles vinculados à 4ª Conferência Nacional de Cultura. A partir da articulação entre os referenciais teóricos e os dados analisados, argumenta-se que, embora a economia criativa apresente crescimento no país, sua consolidação é limitada por entraves estruturais, como a concentração regional das atividades culturais, a informalidade do trabalho e as desigualdades de acesso à formação. Conclui-se que a efetividade do modelo da Tríplice Hélice no Brasil depende do fortalecimento das políticas públicas, da descentralização de investimentos e do papel estratégico das universidades na formação e qualificação da classe criativa, de modo a promover um desenvolvimento mais equilibrado no território nacional.
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