Cemitério Vera Cruz: patrimônio, fé e devoção

Francielle Moreira Cassol

Resumo


O presente trabalho objetiva demostrar a importância do Cemitério Municipal Vera Cruz enquanto espaço de memória, de sociabilidades, de rituais de passagem, de práticas de devoção, ou seja, de um patrimônio material e imaterial da comunidade Passo-fundense, enquanto local de veneração a “santa popular” Maria Elizabeth de Oliveira. O cemitério foi inaugurado em primeiro de janeiro de 1902 e foi o primeiro cemitério municipal da cidade, o mesmo se desenvolveu acompanhando o crescimento urbano e afastando os mortos do centro da cidade. Muitas vezes a “última morada” demonstra em sua arquitetura os interesses e preferências do finado enquanto vivo, bem como, os de sua própria família, deixando assim registrado seu nível socioeconômico ou mesmo sua posição social. Nesse contexto, possuir uma sepultura rica em ornamentos, de grande porte, repleta de esculturas e símbolos sacros pode significar proteção divina, um descanso eterno, em paz e mesmo sua distinção social, visto que, este cemitério mesmo sendo um campo santo é também um espaço privado e que despende certo investimento econômico. Nesse espaço cemiterial conseguir um bom lugar para ser enterrado ou mesmo adquirir um terreno é uma forma de garantir um patrimônio material, mas também de construir um lugar de lembranças e de práticas de socializações como nos enterros, velórios, um local a ser visitado e cultuado pelos familiares. O Cemitério, a devoção a Maria Elizabeth, assim como diversas sepulturas do cemitério Vera Cruz destacam-se enquanto patrimônios locais, lugar histórico, um local repleto de lembranças, memórias, valor arquitetônico, artístico, devoção e beleza.


Palavras-chave


cemitério, devoção, santa popular

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DOI: http://dx.doi.org/10.18316/mouseion.v0i31.5120

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ISSN: 1981-7207

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