PADRÕES DE PROJETO DE ANÁLISE PARA O DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE NO DOMÍNIO DO TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.18316/rcd.v18i49.13225

Palavras-chave:

Padrões de Análise, Autismo, Desenvolvimento de Software, Acessibilidade, Usabilidade, Design de Interface

Resumo

Com o aumento da presença de estudantes com Transtorno do Espectro Autista em ambientes educacionais e a expansão do desenvolvimento de software, torna-se necessária a customização de requisitos de análise para potencializar a usabilidade e acessibilidade para esse público. Este artigo tem como objetivo elaborar um conjunto de padrões de análise para auxiliar no desenvolvimento de software para indivíduos com Transtorno do Espectro Autista. A metodologia consistiu em uma revisão da literatura para identificar critérios de acessibilidade e usabilidade, estudo de padrões de análise de software, engenharia reversa em softwares existentes, criação de um catálogo de padrões e avaliação de um conjunto de softwares utilizando o catálogo como métrica. Como resultado, foram desenvolvidos 11 padrões de análise, baseados no modelo de Geyer-Schulz & Hahsler, cada uma abordando uma problemática específica do Transtorno do Espectro Autista. A avaliação de oito aplicativos voltados para o público autista revelou conformidade parcial com os padrões propostos, destacando a necessidade de maior atenção a aspectos como sensibilidade sensorial e impacto ao falhar. Conclui-se que o modelo proposto serve como uma base valiosa para orientar o desenvolvimento de interfaces mais acessíveis e usáveis para usuários com Transtorno do Espectro Autista, contribuindo para a inclusão digital e a qualidade de vida desses indivíduos

Biografia do Autor

Lucas Gomes Santos de Almeida, Universidade Federal Fluminense (UFF), RJ, Brasil.

Bacharel em Ciência da Computação pela Universidade Federal Fluminense.

Ana Isabel de Azevedo Spinola Dias, Universidade Federal Fluminense (UFF), RJ, Brasil.

Pós-graduação em Licenciatura em Matemática pela Universidade Federal Fluminense (1986), mestrado em Matemática Aplicada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1991) e doutorado em Informática pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1999). Realizei Doutorado Sanduíche na Université de Saint-Etienne, França. Atualmente sou Professor Associado IV da Universidade Federal Fluminense. De 1990 a 2006 estive lotado no Departamento de Análise (GAN) do Instituto de Matemática, e desde 2007, estou lotado no Departamento de Ciências da Natureza da UFF, em Rio das Ostras. Atuei principalmente nos seguintes temas: Novas Tecnologias no Ensino, Álgebra Linear, Teoria das Categorias, Educação Matemática e Ensino a Distância. De abril a junho de 2010 estive em Capacitação supervisionada pela Prof. Nair MM Abreu na área de Teoria Espectral de Grafos, na COPPE/UFRJ (Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção). Participei de projetos de ensino, pesquisa e extensão na UFF, além de minhas atividades de ensino. Estive responsável pela chefia do Depto de Ciências da Natureza de agosto de 2018 a julho de 2021. De junho de 2022 a maio de 2023, desenvolve estágio de pós-doutorado sob supervisão do Prof. Sérgio Crespo Coelho da Silva Pinto, direcionado ao Programa de Pós Graduação em Ciência, Tecnologia e Inclusão (PGCTIn/UFF), com projeto de título "Aprendizagem de matemática de estudantes cegos ou com baixa visão na perspectiva do Pensamento Computacional e da Teoria das Representações Semióticas".

Ruth Maria Mariani Braz, Universidade Federal Fluminense (UFF), RJ, Brasil.

Doutora em Ciências e Biotecnologia pela Universidade Federal Fluminense. Especialização Lato Sensu em Educação Física Especial na Área de Deficiência Mental (Universidade Castelo Branco). Tenho a graduação em Licenciatura Plena em Educação Física pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro . Sou professor docente I - Secretária de Educação do Estado do Rio de Janeiro, atualmente leciono no Instituto de Educação Professor ismael Coutinho (IEPIC), como apoio técnico pedagógico na sala de Recursos Multifuncional. Atuo como coordenadora executiva do projeto Internacional Spreed The Sign no Brasil Desenvolvo pesquisas ligados à Educação Inclusiva, tecnologia assisitvas, confecção de materiais adaptados com o intuito de auxiliar os alunos com necessidades educacionais especiais nas classes regulares de ensino, filosofia esta que defendo e é adotada atualmente nas instituições na qual trabalho. Tenho experiência na área de Educação, com ênfase em Educação Inclusiva, atuando principalmente nos seguintes temas: formação de docentes, políticas publicas, diversidade, sensibilização, adaptação de materiais e brincar.

Sérgio Crespo Coelho da Silva Pinto, Universidade Federal Fluminense (UFF), RJ, Brasil.

Graduado em Processamento de Dados pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (1987). Mestre em Engenharia de Sistemas e Computação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro COPPE/Sistemas (1995) e Doutor em Informática pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (2000). Fui professor titular na Universidade do Vale do Rio dos Sinos de 1990 a 2013. Fui editor-chefe da Revista Brasileira de Informática na Educação (1414-5685). Fui orientador convidado no programa de mestrado em TIC da Universidade Tecnológica do Panamá, na área de engenharia de software. Professor visitante de abril de 2013 a novembro de 2013 no DCC-UFMG. Orientador no programa de mestrado profissional em Diversidade e Inclusão. Orientador no programa de doutorado em Ciências, Tecnologias e Inclusão.
Tenho experiência na área de ciência da computação, com ênfase em engenharia de software, trabalhando principalmente nos seguintes tópicos: frameworks, padrões de projeto, educação a distância, informática na educação, diversidade e inclusão.

Referências

AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais: DSM-5. 5. ed. Porto Alegre: Artmed, 2014.

BARRY, M.; PITT, I. Interaction design: A Multidimensional approach for learners with autism. In: PROCEEDING OF THE 2006 CONFERENCE ON INTERACTION DESIGN AND CHILDREN, IDC '06, 2006. Anais... [S. l.: s. n.], 2006. p. 33–36.

DATTOLO, A.; LUCCIO, F. L. Accessible and usable websites and mobile applications for people with autism spectrum disorders: A comparative study. EAI Endorsed Transactions on Energy Web, v. 17, n. 13, p. 1–11, 2017.

DAVIS, M. et al. Guidelines for researchers and practitioners designing software and software trials for children with autism. Journal of Assistive Technologies, v. 4, n. 1, p. 38–48, 2010.

DIETZ, P. M. et al. National and State Estimates of Adults with Autism Spectrum Disorder. Journal of Autism and Developmental Disorders, v. 50, n. 12, p. 4258– 4266, 2020.

FOWLER, M. Analysis Patterns: Reusable Object Models. Boston: Addison- Wesley, 1997.

FRANCIS, K. Autism interventions: a critical update. Developmental Medicine & Child Neurology, v. 47, n. 7, p. 493–499, 2007.

GEYER-SCHULZ, A.; HAHSLER, M. Software Engineering with Analysis Patterns. 2001. Disponível em: https://research.wu.ac.at/ws/portalfiles/portal/38086945/document.pdf . Acesso em: 27 jan. 2026.

GRANDIN, T. Thinking in pictures: my life with autism. New York: Vintage Books, 2006.

JORDAN, R. Education of children and young people with autism. 1997.

JORDAN, R.; POWELL, S. Understanding and Teaching Children with Autism. 1995.

NIELSEN, J. Usability 101: Introduction to Usability. Nielsen Norman Group, 2019. Disponível em: https://www.nngroup.com/articles/usability-101- introduction-to-usability/ . Acesso em: 18 nov. 2019.

PAVLOV, N. User Interface for People with Autism Spectrum Disorders. Journal of Software Engineering and Applications, v. 7, n. 2, p. 128–134, 2014.

PEW RESEARCH CENTER. Demographics of Mobile Device Ownership and Adoption in the United States. 2021. Disponível em: https://www.pewresearch.org/internet/fact-sheet/mobile/. Acesso em: 12 abr. 2021.

PRESSMAN, R. S. (2010). Software Engineering: A Practitioner’s Approach. McGraw- Hill.

RODRIGUES, Jianete, BRAZ, Ruth M Mariani, NEGRÃO, Diana. Catálogo online: aplicativos para melhoria da aprendizagem do sujeito com autismo [livro eletrônico] /. – Rio de Janeiro: Ed. dos autores, 2020. 127 p. ISBN: 978-65-00- 08768-0. Disponivel em: https://educapes.capes.gov.br/handle/capes/575024

W3C. Cognitive Accessibility User Research (COGA). 2015. Disponível em: https://www.w3.org/TR/coga-user-research/. Acesso em: 15 out. 2021.

YOSHIJINNA, M. Autismo Orientação para Pais. Brasília: Ministério Da Saúde, 2000.

Downloads

Publicado

2026-03-12

Edição

Seção

Artigos

Artigos Semelhantes

1 2 3 4 5 > >> 

Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)