IMPACTOS DA SUBSTITUIÇÃO DA BICICLETA CONVENCIONAL PELA ELÉTRICA NA ATIVIDADE FÍSICA DE CICLISTAS BRASILEIROS URBANOS:
UM ESTUDO EXPLORATÓRIO
DOI:
https://doi.org/10.18316/rcd.v18i49.13248Palavras-chave:
Atividade física, Bicicletas elétricas, Mobilidade urbanaResumo
A crescente adesão às bicicletas elétricas (e-bikes) vem transformando a mobilidade urbana em diversos contextos, ampliando a acessibilidade e o conforto nos deslocamentos cotidianos. Entretanto, surge a preocupação quanto à possível redução da intensidade da atividade física entre usuários que substituem a bicicleta convencional por modelos com assistência elétrica. Este estudo tem como objetivo analisar os efeitos dessa substituição na carga de atividade física de ciclistas urbanos brasileiros, com ênfase nos aspectos relacionados à saúde pública e à promoção do transporte ativo. Busca-se compreender como a adoção da e-bike modifica os padrões de deslocamento, a intensidade do esforço físico e as experiências subjetivas dos usuários, examinando os impactos dessa transição sob a perspectiva da promoção da saúde e da mobilidade ativa. A pesquisa, de caráter exploratório, utilizou dados obtidos por meio de questionário aplicado a 35 ciclistas brasileiros que migraram recentemente para a e-bike, analisando variáveis como tempo de deslocamento, frequência semanal, intensidade percebida e motivos para a troca. Os resultados apontam redução significativa na intensidade do esforço físico, acompanhada de aumento na regularidade do uso e na extensão dos percursos. A discussão evidencia uma reconfiguração dos padrões de atividade física, com implicações para políticas públicas de mobilidade e saúde. Conclui-se que, embora as e-bikes possam diminuir a carga física em relação às bicicletas convencionais, ainda representam um meio ativo e vantajoso de transporte, especialmente para grupos que enfrentam barreiras ao uso da bicicleta tradicional.
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