Ativismo digital às avessas?

Uma análise do Movimento Brasil Livre (MBL) no Instagram

Autores

DOI:

https://doi.org/10.18316/redes.v14i1.11547

Palavras-chave:

Ativismo digital, Ativismo político, Desinformação, Direitos fundamentais, Movimento Brasil Livre (MBL)

Resumo

O contexto da pesquisa exibe que as plataformas sociais elevaram a comunicação interpessoal, permitindo a promoção de debates e deliberações públicas que são potencializadas pela criação de laços de identificação e pertencimento dos usuários. Movimentos sociais se reorganizaram e passaram a intensificar suas atividades nas redes sociais, o que levantou o questionamento sobre os desafios e as possibilidades das manifestações ativistas de grupos de extrema direita brasileira em relação aos direitos fundamentais. A pesquisa teve como objeto as manifestações ativistas de extrema direita no Brasil, e se propôs a investigar o enquadramento das manifestações políticas do grupo Movimento Brasil Livre nos aspectos de ativismo digital legítimo ou enquanto limítrofe de violação de direitos. Utilizando-se do método de abordagem dialético e das técnicas de procedimento de revisão bibliográfica integrativa e estudo etnográfico virtual a partir da técnica de observação direta, sistemática e não participante das manifestações da página oficial do MBL no Instagram, concluiu-se que o movimento tem se utilizado das ferramentas do ativismo digital para exercer a cidadania e o direito de expressão; no entanto, de igual maneira, propaga suas motivações políticas de modo a capturar a população e entretê-la com artifícios apelativos e emocionais, gerando uma rede de indignação e esperança que nem sempre é cristalina, verdadeira e informativa, razão pela qual chama-se a atenção para a veiculação de publicações capazes de gerar um processo desinformativo que fere, discrepantemente, o exercício da cidadania.

Biografia do Autor

Luiza Berger von Ende, Universidade Federal de Santa Maria

Mestre em Direito pelo Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade Federal de Santa Maria (PPGD/UFSM), com bolsa CAPES. Bacharel em Direito pela UFSM. Pesquisadora do Centro de Estudos e Pesquisas em Direito e Internet da UFSM (CEPEDI/UFSM).

Ana Carolina Sassi, Universidade Federal de Santa Maria

Doutoranda e Mestre em Direito pelo Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade Federal de Santa Maria (PPGD/UFSM), com bolsa CAPES. Membro do Núcleo de Pesquisa em Direito Informacional (NUDI/UFSM). Membro do Núcleo de Direito Constitucional (NDC/UFSM). Bacharel em Direito pela Universidade Franciscana (UFN).

Rafael Santos de Oliveira, Universidade Federal de Santa Maria

Doutor em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina. Professor Associado I no Departamento de Direito da Universidade Federal de Santa Maria, em regime de dedicação exclusiva, e no Programa de Pós-Graduação em Direito da UFSM. Coordenador do CEPEDI/UFSM.

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Publicado

2026-05-18

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Artigos