OS IMPACTOS DAS TRANSFORMAÇÕES DOS MEIOS E LOCAIS DE EXERCÍCIO DA LIBERDADE DE EXPRESSÃO: DA ERA ANALÓGICA AO ADVENTO DAS REDES SOCIAIS

Autores

DOI:

https://doi.org/10.18316/redes.v14i1.11785

Palavras-chave:

Proteção de Dados, Regulação, Privacidade

Resumo

O presente artigo tem por objetivo geral examinar como a evolução tecnológica dos últimos anos modificou a forma e os locais de exercício da liberdade de expressão, considerando quais as ferramentas utilizadas para este fim, qual a forma de controle ou filtro sobre as publicações de opiniões pessoais e quais as implicações da dinâmica atual de dependência de plataformas privadas para acesso a informações, expressão de opinião e debate público. Para tanto partimos do presente problema de pesquisa: de qual forma as novas configurações do mundo virtual em plena era digital modificam nossas percepções quanto ao instituto da liberdade de expressão, impactam questões atinentes a regulação estatal e ao tratamento e proteção de dados pessoais e a quem interessam?

A hipótese preliminar elencada é que a partir das plataformas digitais e da hiperconectitividade a relação do usuário com a informação é remodelada e poder de decidir sobre a divulgação de um discurso se torna uma mercadoria dentro de um ecossistema controlado por novos entes economicos influenciados por algoritmos e interesses econômicos. Tais inferencias atuam ativamenta impactando debates públicos e agendas políticas e tais dinâmicas fortalecem o poder destes e restringem a capacidade do Estado de legislar bem como levanta preocupações sobre privacidade, tratamento, compartilhamento e proteção de dados pessoais. Quanto aos objetivos específicos são quatro, quais sejam: a) evidenciar a liberdade de expressão como garantia constitucional e sua trajetória como direito humano universal; b) compreender o exercício da liberdade de expressão e a transição da mídia tradicional até a revolução tecnológica das redes sociais; c) analisar as redes sociais como um novo de espaço de debate e disseminação de ideias; e, d) avaliar o tratamento de dados pelas Big Techs como novos mediadores e novas formas de poder. Como resultados, tem-se que a hipótese é confirmada. Metodologia: hipotético-dedutiva, com método de abordagem qualitativo e abordagem bibliográfica.

Biografia do Autor

Fernanda Viero da Silva, UNIJUÍ

Doutoranda em Direito pelo Programa de Pós-graduação Stricto Sensu em Direito da UNIJUÍ.  Mestre em Direito pela UNIJUÍ. Bolsista CAPES/PROSUC e integrante do Grupo de Pesquisa Direitos Humanos, Democracia e Tecnologias de Informação e Comunicação. 

Mateus de Oliveira Fornasier, UNIJUÍ

Professor do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu (Mestrado e Doutorado) em Direitos Humanos da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (UNIJUI). Doutor em Direito Público pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS, Brasil), com Pós-Doutorado em Direito pela University of Westminster (Reino Unido). Líder do Grupo de Pesquisa Direitos Humanos, Democracia e Tecnologias de Informação e Comunicação. Email: mateus.fornasier@gmail.com.

Benhur Aurélio Formentini Nunes, UNIJUÍ

Mestre em Direito pelo Programa de Pós-graduação Stricto Sensu em Direito da UNIJUÍ. Advogado. 

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Publicado

2026-05-18

Edição

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Artigos