Criminologia cultural brasileira e estudos sobre o simbólico
a falange dos malandros como evasão dos estereótipos jurídicos e psicanalíticos da transgressão.
DOI:
https://doi.org/10.18316/redes.v13i3.11879Palavras-chave:
Palavras-chave: direito penal crítico; processo penal crítico; criminologia psicanalítica, antropologia; criminologia cultural.Resumo
O artigo descreve algumas relações entre criminologia e psicanálise, sobretudo o posicionamento da psicanálise na suposta linearidade das escolas criminológicas, problematizando o papel crítico calcado na deslegitimação da ideologia da defesa social, mas também as narrativas causalistas. Posteriormente, aproxima criminologia psicanalítica e antropologia, reverberando tanto os argumentos de Frantz Fanon sobre os estereótipos racistas como forma de problematizar a universalidade da psicanálise quanto de Lévi-Strauss na aproximação entre as funções simbólicas do Xamã e do psicanalista. Por fim, objetiva demonstrar como algumas religiões de matriz africana recepcionam subjetividades etiquetadas pelo sistema penal e estabelecem outras formas de fronteira entre a lei simbólica e a transgressão, integrando estereótipos desviantes utilizados pelo sistema penal como instrumentos de seletividade e perseguição institucional, sobretudo na falange dos malandros. Portanto, o artigo transita entre direito e processo penal críticos, criminologia cultural, psicanálise e antropologia.
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