A Correlação da Classificação da Função Motora Grossa com a Funcionalidade e os Aspectos Biopsicossociais de Pré-Adolescentes com Paralisia Cerebral

Autores

DOI:

https://doi.org/10.18316/sdh.v13i1.11107

Palavras-chave:

Paralisia Cerebral, Desempenho Físico Funcional, Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde, Adolescente

Resumo

Objetivos: Identificar e correlacionar as diferenças funcionais de pré-adolescentes com Paralisia Cerebral (PC) e seu contexto biopsicossocial. Materiais e métodos: Trata-se de um estudo quantitativo, transversal, observacional, realizado em centros de referência para tratamento de PC. O estudo envolveu pré-adolescentes com diagnóstico clínico de PC com idade de 10 a 14 anos, bem como seus pais ou responsáveis por meio dos instrumentos de coleta de dados: o Questionário Socioeconômico e Demográfico Adaptado, o Sistema de Classificação da Função Motora Grossa (GMFCS) e a Medida de Independência Funcional para Criança (WeeFIM). Os dados foram submetidos ao teste de normalidade Shapiro-Wilk. Para os dados de distribuição não paramétrica, foi utilizada a Correlação de Spearman. Resultados: Ao relacionar o desempenho funcional e o nível de função motora grossa, foi observado uma correlação inversamente proporcional entre a GMFCS com a somatória dos itens das subescalas da WeeFIM, apresentando correlação moderada nos itens auto-cuidado (rho –0,662; p=0,010) e cognição (rho –0,672; p=0,008), bem como uma correlação muito forte no item mobilidade (rho –0,901; p=0,000), resultando em uma correlação forte na escala WeeFIM (rho –0,880; p=0,000). Conclusões: Quanto maior o nível da GMFCS, menor é o desempenho funcional nas áreas do auto-cuidado, cognição e mobilidade dos pré-adolescentes com PC.

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Publicado

2025-07-22

Edição

Seção

Artigos Originais