A saúde de Quem Cuida: Riscos e Demandas em Trabalhadoras Administrativas da Saúde

Autores

DOI:

https://doi.org/10.18316/sdh.v14iÚnico.13085

Palavras-chave:

dor musculoesquelética, menopausa, saúde do trabalhador, ambiente hospitalar, ergonomia

Resumo

Justificativa: As dores crônicas impactam na qualidade de vida e na funcionalidade de mulheres em idade climatérica, especialmente aquelas inseridas em ambientes administrativos hospitalares. Objetivos: Caracterizar o perfil clínico, ocupacional e funcional de trabalhadoras da saúde em idade climatérica, com foco na presença de dor musculoesquelética crônica e repercussões sobre a saúde e o trabalho. Metodologia: Trata-se de um estudo de abordagem quantitativa, descritiva e transversal, realizado com servidoras de um hospital público de Porto Alegre. Foram aplicados instrumentos de avaliação clínica, funcional e ocupacional, incluindo a Escala Visual Analógica (EVA) para dor e questionários sobre hábitos e histórico ocupacional. A amostra foi composta por mulheres com média de idade de 55 anos, atuantes majoritariamente em funções administrativas. Resultados: As participantes apresentaram perfil de sedentarismo, comorbidades, sobrepeso (IMC médio de 28,4 ± 4,7), menopausa e uso frequente de analgésicos. A intensidade média da dor foi de 6 na EVA, com comprometimento funcional, sobretudo caminhar, trabalhar e dormir. As regiões corporais mais acometidas foram a lombar, quadris, pés, ombros e mãos. Identificou-se baixo acesso à programas de promoção à saúde, além de fatores laborais e hormonais associados à intensificação da dor. Conclusão: Esses achados apontam para a urgência de políticas públicas que promovam ambientes de trabalho mais saudáveis e estratégias multidisciplinares de prevenção e reabilitação voltadas às mulheres climatéricas do setor da saúde.

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Publicado

2026-06-02