Incapacidade por dor musculoesquelética e desigualdades no trabalho de enfermagem: Um estudo no contexto do Pet-Saude

Autores

  • Victor Velozo de Mello Universidade La Salle
  • Michelle Bertóglio Clos Universidade La Salle
  • Lidiane Isabel Filippin Universidade La Salle

DOI:

https://doi.org/10.18316/sdh.v14iÚnico.13157

Palavras-chave:

Fisioterapia, Esgotamento profissional, SUS

Resumo

RESUMO: As dores musculoesqueléticas figuram entre as principais causas de afastamento do trabalho, especialmente entre profissionais da saúde, cujas atividades envolvem demandas físicas intensas e estressores psicossociais. Objetivos: Este estudo teve como objetivo verificar a prevalência da dor musculoesquelética e identificar os principais fatores associados, com vistas a subsidiar estratégias de promoção da saúde no âmbito do Programa PET-Saúde. Métodos: Participaram do estudo 15 profissionais de enfermagem do sexo feminino, atuantes nos setores da Sala Vermelha (Emergência) e Sala Lilás (Radiologia) do Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre (HPS/POA). As participantes responderam a um questionário sociodemográfico, um instrumento específico sobre dor musculoesquelética e o Pain Disability Questionnaire (PDQ), que avalia a incapacidade física e psicossocial relacionada à dor. Das participantes, 46,7% relataram afastamento do trabalho por dor musculoesquelética, e 73,4% apresentaram algum grau de incapacidade, sendo os níveis mais elevados observados em duas profissionais com maior tempo de atuação, ambas alocadas na Sala Vermelha. Resultados: A alta prevalência de dor musculoesquelética entre as participantes evidencia a necessidade de medidas como ginástica laboral, intervenções ergonômicas, pausas regulares e aumento do número de profissionais, conforme recomendações da literatura especializada.

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Publicado

2026-06-02