Patrimônio: o lixo

Vânia Valduga, Lizete Dias de Oliveira

Resumo


Através de um trajeto urbano, identificam-se objetos e paisagens que podem ser percebidos como patrimônio, ligados à memória social. Sendo produto das atividades humanas, o lixo passa a ser nomeado patrimônio cultural, o qual será herdado pelas gerações futuras. Dessa forma, amplia-se o conceito de patrimônio, desfazendo a ideia, herdada desde a Revolução Francesa, com origens na Grécia Clássica, de que o patrimônio esteja ligado ao conceito de belo, simétrico, perfeito e ao qual se atribui algum valor. Fruto de ação cultural e cotidiana, o lixo, entendido como patrimônio, insere-se na paisagem, modificando nossa concepção de bens culturais e ambientais. Conclui-se que o lixo pode ser entendido como monumento, não intencional, obra que transforma a paisagem e narra a história cotidiana da sociedade que o produziu.

 


Palavras-chave


Patrimônio; Lixo; Terra; Arqueologia

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DOI: http://dx.doi.org/10.18316/45

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ISSN: 1981-7207

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