Viver a Alhambra Mulheres na Alhambra nazari e cristã

Montserrat Bosch González

Resumo


A presença feminina na Alhambra tem sido geralmente escondida, tanto pela potência do próprio grupo monumental, quanto pelas fontes tradicionais que, sistematicamente, tornaram-na invisível. Pouco a pouco, está se reconhecendo a necessidade de incluir o gênero como um elemento fundamental para entender completamente os processos históricos e também, obviamente, para interpretar os usos dos edifícios. Este artigo trata de contextualizar os espaços da Alhambra sob a ótica feminina, identificando aqueles que foram, tradicionalmente, designados, porém não somente esses. Objetiva-se transitar da mulher objeto, ideal romântico de princesa cativa esperando por seu amado, ou a esposa diletante deitada entre almofadas, à mulher enquanto sujeito que habita. Porque na Alhambra viveram sultanas inteligentes, musicistas inspiradas, rainhas estadistas, ceramistas, parteiras. E, na Alhambra, trabalham mulheres que documentam, restauram, catalogam, cuidam, difundem, limpam, guiam, explicam e protegem a cidade palaciana como esta é, um espaço vital onde, como poucos, a metade são mulheres.

Palavras-chave


Gênero; Mulheres; Arquitetura; Feminismo acadêmico; Alhambra.

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DOI: http://dx.doi.org/10.18316/mouseion.v0i29.4696

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ISSN: 1981-7207

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