“Marseille-Provence: Capital Europeia da Cultura em 2013”, a dupla face socioeconômica de políticas de rotulagem cultural

Alexandre Grondeau, Mathilde Vignau

Resumo


Este artigo tem como foco o processo de rotulação territorial que ocorreu em 2013 no território de Marselha-Provença (MP13). Com efeito, este caso é particularmente representante das políticas de desenvolvimento na área cultural e questões decorrentes. Como Glasgow no passado, Marselha tem sido seriamente impactada por inúmeras crises contra a qual tem lutado, a partir da cultura e criatividade. Para os políticos e planejadores urbanos, a distinção de “Capital Europeia da Cultura” representa um grande passo no sentido social, econômico e de renovação urbana. Assim, é relevante mostrar como Marselha foi capaz de obter este título específico (especialmente pela valorização de suas próprias fraquezas territoriais). Mostramos aqui, em que medida esta distinção está relacionada às grandes transformações urbanas e quais são suas conexões com o neoliberalismo. No entanto, para além daqueles elementos que contribuem para resultados econômicos e turísticos positivos, o evento MP13 enfrentou alguns inconvenientes, pois, na verdade, não foi possível integrar as pessoas mais pobres e bairros que não foram capazes de valorizar os artistas locais, que muitas vezes defendem outras vias de expressão cultural.

Palavras-chave


Políticas Culturais; Capital Europeia da Cultura; Marselha; Segregação Social; Cidade Cultural.

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DOI: http://dx.doi.org/10.18316/mouseion.v0i32.5243

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ISSN: 1981-7207

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