Negociação e gestão de organizações solidárias

Luciano Vignochi, Patrícia de Andrade Paines, Robinson Henrique Scholz

Resumo


A evolução histórica da habilidade de negociação mostra sua relevância para a sobrevivência em comunidades. Na economia solidária, negociar envolve ações coletivas e democráticas para solucionar ou minimizar problemas nas dimensões: social, econômica, ecológica, organizacional e técnica. Este artigo teve como objetivo discutir a relevância da habilidade de negociação para a gestão de organizações solidárias. Para identificar na literatura científica os trabalhos que sustentam a discussão teórica, utilizou-se uma pesquisa bibliográfica “bola de neve”. Dada à problemática multidimensional discutida, pode-se considerar que é essencial incluir os coletivos de trabalhadores cooperados na perspectiva mercadológica, desenvolver a capacidade de análise das barreiras e oportunidades de entrada, das forças e fraquezas do ambiente e do grau de participação governamental. Alavancar o poder de barganha dos vendedores em relação aos atravessadores que intermediam a negociação é um ponto crítico para relações de compra e venda de resíduos sólidos mais equitativas.


Palavras-chave


Administração; Cooperativas; Economia.

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DOI: http://dx.doi.org/10.18316/desenv.v10i2.8787

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