Ações manipulativas e o ato de criar brincadeiras com cubos em crianças com e sem baixa visão

Caroline de Oliveira, Nathalia Quintino Pereira Silva, Paula Berteli Pelizaro, Karina Pereira

Resumo


Objetivo: identificar e descrever as ações manipulativas e as brincadeiras criadas pelas crianças com e sem baixa visão em idade escolar, durante o brincar com cubos de diferentes estímulos.

Métodos: participaram sete crianças com e sem baixa visão (8,8 anos±1,02), as mesmas foram filmadas durante o brincar com seis cubos: transparente, preto, alto contraste, luminoso, auditivo e estímulo tátil. A ordem da entrega foi randomizada e a permanência com cada cubo foi de 40 segundos (intervalo de 10 segundos entre eles). Ao final, foi solicitado para a criança elaborar brincadeiras com os cubos.

Resultados: As ações motoras identificadas foram: afastar o cubo, agitar o cubo, alcance (uni e bimanual), aproximar o cubo dos olhos, bater com o cubo, bater no cubo, deslizar mãos/dedos, girar o cubo, jogar o cubo para cima, apoiar o cubo em uma das arestas, aproximar os olhos ao cubo, segurar o cubo com apenas uma mão, encostar o rosto no cubo. Algumas brincadeiras foram comuns em ambos os grupos e a brincadeira predominante, que envolveu todos os cubos, foi a de empilhá-los.

Conclusão: As crianças realizaram 14 tipos de ações manipulativas e criaram as brincadeiras de montar formas com os cubos e empilhá-los.


Palavras-chave


Educação Especial; Criança; Baixa Visão; Destreza Motora

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DOI: http://dx.doi.org/10.18316/sdh.v8i1.6038

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