A dominação masculina e a divisão sexual do trabalho: perpetuação da violência simbólica em face da mulher brasileira nos espaços públicos

Eloy Pereira Lemos Junior, Leandra Chaves Tiago

Resumo


A pesquisa se pauta na apreciação crítica da posição da mulher no espaço social brasileiro, especialmente, no que se refere à divisão sexual do trabalho, marcada pela destinação prioritária dos homens à esfera produtiva, pública e decisória, e, as mulheres ao âmbito reprodutivo, privado, e de pouco valor social agregado. A tradicional divisão sexual do trabalho tem como princípios organizadores o da separação e da hierarquização, fenômeno “do teto de vidro”, que substanciam uma relação social sexual de dominação masculina. A perpetuação das relações assimétricas de poder entre os sexos são retratadas no conceito sociológico de violência simbólica desenvolvida por Pierre Félix Boudieu. Desde o início da industrialização brasileira, as mulheres têm desempenhado significativo papel no desenvolvimento socioeconômico do país, que historicamente restou esquecido no imaginário social. Nessa linha, ainda que haja um progresso na desconstrução da divisão binária sexista do trabalho no Brasil, apoiada em estudos de gêneros primados nas Teorias do Reconhecimento e da Redistribuição desenvolvida por Nancy Fraser, a mulher brasileira ainda ocupa pouco espaço nos cargos de alta chefia. Além disso, a bipolarização feminina descortina uma segregação interseccional na divisão sexual do trabalho entre as próprias mulheres. Assim, as politicas públicas podem ser um caminho na desinstitucionalização de padrões culturais tradicionais que refletem capilarmente nas estruturas sociais. A eficácia social dos princípios de igualdade e democracia perpassam pela promoção e proteção do direito fundamental à diferença. Para tanto, no presente estudo empregar-se-á o método dedutivo com metodologia bibliográfica-documental e na apreciação transdisciplinar do problema proposto.


Palavras-chave


Divisão Sexual do Trabalho; Violência Simbólica; Políticas Públicas; Dominação Masculina; Bipolarização do Emprego Feminino.

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DOI: http://dx.doi.org/10.18316/redes.v6i2.4425

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Revista REDES - ISSN 2318-8081

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