“A carne é fraca?” Reação do mercado acionário frente a escândalos corporativos

Altieres Frances Silva, Antonio Sérgio Torres Penedo, Vinícius Silva Pereira

Resumo


Em março de 2017 o setor brasileiro de carnes e derivados foi surpreendido com a Operação Carne Fraca, que investigou denúncias de adulteração nos alimentos produzidos por empresas desse segmento. Dentre as investigadas estavam a BRF e a JBS, as duas maiores companhias brasileiras do ramo. Assim, este artigo objetivou averiguar o impacto dessa operação no valor das empresas do setor de carne e derivados listadas na B3. Testou-se a hipótese de eficiência do mercado na forma semiforte e identificou-se os possíveis impactos para acionistas na comparação entre o período anterior e posterior à operação. Aplicou-se o método do estudo de eventos, obtendo-se os dados por meio do site da B3 e pela base Economatica. Rejeitou-se a hipótese nula de não eficiência do mercado (H0A), visto que os retornos anormais acumulados na data do evento foram estatisticamente diferentes de zero. Na comparação dos 20 dias anteriores e posteriores à janela do evento, o teste t pareado demonstrou que a operação não impactou o mercado mesmo após a janela de cinco dias, não se rejeitando a hipótese nula H0B. Sugeriu-se para pesquisas futuras o aumento na janela de estimativa do modelo de regressão e que se teste a hipótese de mercados adaptativos.

Palavras-chave


Estudo de Eventos; Eficiência do Mercado; Operação Carne Fraca.

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DOI: http://dx.doi.org/10.18316/desenv.v8i3.5758

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ISSN: 2316-5537

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