Avaliação da Estabilidade da Enzima Acetilcolinesterase em Amostras de Sangue Frescas e Congeladas

Patrícia Stahl, Danieli Benedetti, Juliana Silva

Resumo


Objetivo: avaliar a estabilidade da atividade enzimática da acetilcolinesterase (AChE) em amostras de sangue frescas e congeladas. Materiais e Métodos: a amostra foi composta por um pool de voluntários no qual foi determinada a atividade da AChE. A atividade foi determinada na amostra sem contaminação pelo agrotóxico Diazinon 0,07M (P0/controle) e em três níveis de inibição pelo composto: P1 (7x10-3M), P2 (5,7x10-3M) e P3 (4x10-3M). Avaliou-se a estabilidade das amostras frescas no dia da coleta, bem como 24 e 72 horas após a coleta. As amostras congeladas foram avaliadas após 3, 6 e 8 dias de congelamento. Resultados: nas amostras frescas a estabilidade do controle foi de 24 horas e nas amostras contaminadas com agrotóxico apresentaram menor estabilidade e maior inibição da AChE com o passar do tempo. As amostras congeladas apresentaram boa estabilidade durante 8 dias. Não foi observada diferença significativa entre a atividade da AChE em amostras frescas e congeladas no 3° dia, porém as amostras frescas não foram estáveis. Conclusão: o processamento das amostras frescas pode ser realizado até o 3º dia e as amostras congeladas, embora necessitem de mais testes compreendendo 24 e 48 horas de congelamento, podem ser utilizadas até 8 dias.


Palavras-chave


acetilcolinesterase; estabilidade; agrotóxicos; amostras frescas; amostras congeladas; exposição ocupacional

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DOI: http://dx.doi.org/10.18316/sdh.v9i3.7711

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