Educar na itinerância - construindo a Educação do Campo

Isabela Camini

Resumo


Resumo: Em síntese, o texto trata da importância de educar na itinerância, construindo a  educação do campo. A Itinerante aqui é analisada como uma experiência de escola do campo que surge anos antes do Movimento “Por Uma Educação do Campo”. A princípio, era denominada pelos Sem Terra de “Escola do Acampamento”, e a partir de sua legalização, como política pública estadual (1996), passa a ser Escola Itinerante. A ideia de lutar pela escola e por Reforma Agrária, ao mesmo tempo, nasceu porque as famílias perceberam a sua necessidade e decidiram não esperar o assentamento para ter acesso a ela. Ou seja, enquanto itinerantes, é importante que a Escola Itinerante caminhe com eles. No que se refere às Diretrizes Operacionais da educação básica para as escolas do campo, sua aprovação, 2002, foi fundamental neste processo, incentivando e fortalecendo a expansão desta política pública para outros estados da federação. Atualmente a EI é legalmente reconhecida em SC, RS, PR, AL e PI. Sua função social é educar onde as famílias estão: num acampamento, à beira da estrada, numa marcha rumo ao latifúndio, em frente a um prédio público. Ela tem uma estrutura física semelhante aos demais barracos de lonas do acampamento, em condições de ser construída, desconstruída e construída a cada novo desafio.

Palavras-chave: Escola Itinerante; Educação do Campo; Escola do Campo; Movimento Sem Terra; Diretrizes Operacionais.

Abstract: In summary, the text addresses the importance of educating the roaming  building the rural education. The Traveling here is analyzed as a rural school experience

that comes years before the Movement “For A Rural Education”. At first, it was called by the Landless “School’s Camp,” and from its legalization, like politics public schools (1996), becomes Itinerant School. The idea of fighting by the school and Agrarian Reform, at the same time, was Born because the families realized their need and decided not to wait for the settlement to have access to it. That is, while roaming, it is important that the Itinerant School walk with them. With regard to Operational Guidelines of basic education for rural schools, their approval, in 2002, was instrumental in this process by encouraging and strengthening the expansion of public policy for other states federation. Currently, EI is legally recognized in SC, RS, PR, AL and PI. Its social function is to educate where families are: a camp, the roadside, in a march to the plantation, in front of a public building. It has a physical structure similar to other shacks plies in the camp, capable of being constructed, deconstructed and built every new challenge.

Keywords: Itinerant School; Rural Education, Rural School; Landless Movement; Operational Guidelines.

Palavras-chave


Itinerante; do Campo; Movimento Sem Terra

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DOI: http://dx.doi.org/10.18316/20

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