Saberes da tradição Amazônicos sobre plantas e ervas nas aulas de ciências nos anos iniciais

Esmeraldo Tavares Pires, Carlos Aldemir Farias da Silva

Resumo


A prática docente assume papel fundamental em qualquer nível e modalidade de ensino e deve espelhar o contexto sociocultural vivido pelos estudantes, sobretudo em escolas ribeirinhas, nas quais o universo é plural e as ações docentes devem funcionar como uma forma de mediação da cultura e, consequentemente, da identidade do povo campesino, pois não há como pensarmos em uma educação relevante sem considerarmos os elementos culturais nos quais estudantes e professores estão imersos (FARIAS; MENDES, 2014). Desse modo, objetivamos descrever, de maneira reflexiva, o desenvolvimento da prática docente plantas e ervas durante as aulas de Ciências de uma professora ribeirinha em Ponta de Pedras, Ilha de Marajó, Amazônia paraense. Os procedimentos metodológicos centraram-se na entrevista compreensiva (KAUFMANN, 2013), em observações em sala de aula durante nove meses (VIANNA, 2003), e na análise textual discursiva (MORAES; GALIAZZI, 2007). Concluímos que o trabalho docente direcionado às escolas ribeirinhas permite uma análise mais abrangente do contexto escolar, pois as práticas docentes transcendem o espaço físico ao acolher os saberes socioculturais ribeirinhos. Assim, a prática plantas e ervas permitiu compreender o significado que a professora atribui à sua cultura e como acolhe os saberes da tradição em suas aulas, de modo a fortalecer a identidade dos estudantes ribeirinhos, o que permite reafirmar os princípios éticos da educação em prol de uma sociedade múltipla e diversa.


Palavras-chave


Ensino de Ciências nos Anos Iniciais; Prática Docente; Escola Ribeirinha; Plantas e Ervas; Saberes da Tradição.

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DOI: http://dx.doi.org/10.18316/recc.v26i1.7554

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