A pragmática filosófica de Wittgenstein e a Educação Matemática

Thiago Pedro Pinto

Resumo


Este artigo aborda a leitura de textos da Educação Matemática que se utilizam da pragmática filosófica de Wittgenstein para apoiar seus trabalhos. É grande e crescente o número de trabalhos que se enquadram nesta característica, configurando-se, a nosso ver, em uma tendência dentro do campo científico. Tentamos nesta leitura abordar os principais motivos declarados pelos autores para o uso de tal abordagem filosófica nestes trabalhos, suas contribuições e limitações, bem como, quando era o caso, a discussão que se era feita ao trazer outros filósofos (ou teorias) de forma conjunta. Em certa medida, delineamos aqui alguns movimentos que vimos percebendo no campo da Educação Matemática quanto a estes usos. Certamente, muitos trabalhos ficaram de fora desta leitura, tentamos trazer aqueles que efetivamente têm nos apoiado nas discussões no grupo de pesquisa História da Educação Matemática em Pesquisa (HEMEP) e em disciplinas específicas sobre Wittgenstein e Educação Matemática, que vêm ocorrendo semestralmente desde 2014 no Programa de Pós-Graduação em Educação Matemática da Universidade  Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Os trabalhos elencados aqui versam sobre sala de aula de matemática, a matemática em outros ambientes, Etnomatemática, formação de professores e sobre pesquisas historiográficas em Educação Matemática apoiadas nas ideias do segundo Wittgenstein. Quanto às interlocuções, alguns destes trabalhos nos trazem diálogos desta pragmática filosófica com ideias de Romulo Lins, Jacques Derrida e Michel Foucault. Por fim, trazemos alguns breves apontamentos sobre esta leitura e algumas questões que ela nos coloca.


Palavras-chave


Ludwig Wittgenstein; Jogos de Linguagem; Educação Matemática.

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DOI: http://dx.doi.org/10.18316/recc.v23i1.4168

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ISSN: 2236-6377

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