Evasão estudantil: Processos de abandono de cursos técnicos a distância

Renata Luiza da Costa, Murilo Silva Borges, Leonardo Martins da Silva

Resumo


 

Este texto traz discussões de pesquisa sobre a evasão em cursos técnicos a distância, tendo em vista os altos índices apresentados. Fundamentados, principalmente, em Heijmans, Fini e Lüscher (2013), Vygotsky e Luria (2017), e Lobo (2012), foi desenvolvida análise qualitativa dos dados coletados. Os instrumentos utilizados para coleta de dados foram questionário semiaberto e entrevista com alunos evadidos. Os resultados mostraram que a maioria dos participantes (60%) afirmou que deixou o curso por questões de trabalho ligadas à situação financeira, mencionando ter sido questão de sobrevivência familiar. Em seguida, aparecem outros problemas familiares. Quanto aos motivos institucionais, aparecem a não adaptação à metodologia de educação a distância, reclamações a respeito do apoio pedagógico por tutores sem formação na área da disciplina, poucas aulas práticas e problemas de comunicação interna e externa. Foi possível perceber que a decisão pela evasão ocorre como resultado de reflexões que o estudante faz a partir de frustrações, sendo que a maioria das decisões pela evasão não vêm em função de um único problema, mas sim da conjugação entre frustrações ligadas ao curso e suas dificuldades sociais naquele momento.

 


Palavras-chave


Evasão; Educação Profissional Técnica; Educação a Distância.

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DOI: http://dx.doi.org/10.18316/recc.v25i2.6514

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ISSN: 2236-6377

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