Velhice e saúde mental: desafios interseccionais para pessoas em situação de rua

Kelly Maria Gomes Menezes, Sílvio Rodrigo Alves Ferreira

Resumo


Este artigo objetivou refletir sobre a vivência da velhice para pessoas que estão em situação de rua e como a saúde mental é vista nesse processo de envelhecimento. Como estratégias metodológicas, foi utilizada a pesquisa qualitativa em consonância às pesquisas de tipo bibliográfica, documental e de campo. As técnicas empregadas foram a observação e a entrevista aplicada a 2 (dois) sujeitos idosos em situação de rua, cujos relatos foram analisados com base na história oral. Através dos resultados, constatou-se que a saúde mental é uma política pública pouca acessada pelas pessoas que estão em situação de rua e que é imprescindível buscar novas estratégias de cuidado. Outro fator relevante percebido foi a ausência da intersetorialidade no cuidado à saúde para essa população. Por fim, observou-se que, para idosos entrevistados que se encontram nas ruas, existem diferenças perversas de se viver o envelhecimento, cujas consequências se dão em diversas dimensões de suas vidas, como: social, cultural, emocional, de saúde, entre outras. É, portanto, imperativa a necessidade de investimentos em políticas públicas para esta população, a fim de promover inclusão social e suas proteções pautadas em várias legislações vigentes.


Palavras-chave


Pessoas em Situação de Rua. Velhice. Saúde Mental.

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DOI: http://dx.doi.org/10.18316/rcd.v12i26.5887

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