Rebeldes com causa: a juventude como agente de mudança social numa perspectiva histórica europeia

Elena Cruz, Cláudia Pereira

Resumo


A relação estabelecida entre as ideias de juventude e de mudança social pode apresentar uma percepção de “naturalidade” para o senso comum. No entanto, ao adentar a trajetória da juventude como construção social, nota-se uma disputa por seu reconhecimento como parte legítima da vida em sociedade. Movimentos políticos, sociais e culturais favoreceram, advertida ou inadvertidamente, o surgimento do jovem como um ator social, visto pelo contexto europeu, a partir do século XIX. Para tanto, são tomados como referência textos de David Le Breton, Philippe Ariès, Jon Savage, Edgar Morin e Luis Antonio Groppo, entre outros autores, que nos ajudam a compreender os percursos da noção de juventude ao longo do tempo. Esse artigo evidencia o entendimento do jovem como um problema social, articulado com suas representações nas esferas públicas e, por outro lado, destaca a juventude como um rico objeto de estudo sociológico à luz dos meios de comunicação. A juventude se trata, portanto, de uma categoria de pensamento em permanente construção, sujeita a transformações sócio-histórico-culturais, em diferentes contextos.

Palavras-chave


Juventude. Construção social. Mudança social. Século XIX.

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DOI: http://dx.doi.org/10.18316/rcd.v13i29.7085

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