Repensando a ideia de normal e patológico na educação – contribuições do pensamento de Canguilhem

Autores

DOI:

https://doi.org/10.18316/rcd.v14i34.9547

Palavras-chave:

Canguilhem, normal, patológico, educação.

Resumo

Há um crescimento no uso de medicamentos em crianças e adolescentes como nunca visto antes. As escolas, como mostram estudos recentes, contribuem para que haja esse crescimento. Na verdade, mesmo o Estado incentiva que os professores estejam preparados para identificar qualquer indicativo de transtorno. O fato de que uma grande porcentagem de pessoas com idade escolar possui um transtorno de ordem biológica se fundamenta em uma concepção de normal e patológico em que se toma uma média como referencial ideal. Entretanto, a ideia de normal e patológico pode ser colocada em questão a partir de um estudo que vem da própria medicina – é o caso das reflexões de Georges Canguilhem. Apesar de seu trabalho não ter tido impacto nas áreas médicas, ele foi fundamental nas áreas humanas, porque oferece uma concepção de normal com potencial transformativo. Normal não seria aquele que segue uma norma ideal, mas aquele que é capaz de instaurar uma nova norma. A concepção de Canguilhem, como pretende-se mostrar, pode nos levar a repensar o que consideramos um transtorno e tem um potencial crítico na escola, pois lhe traz a responsabilidade de ouvir cada caso. Apresentar-se-á, nesse artigo, a posição inovadora de Canguilhem e como ela ainda nos dá uma possibilidade de repensarmos a ideia de transtorno em pessoas em idade escolar.

Biografia do Autor

Ronaldo Manzi, Faculdade de Inhumas / Professor.

Doutor em filosofia pela Universidade de São Paulo (USP, 2013) e pela Radboud Universiteit Nijmegen (RUN, 2013) (co-tutela); Pós-doutor em Filosofia (USP, 2017), em Psicologia Social (USP, 2019) e em Educação (PUC-GO, 2021); Professor no Programa de Pós-Graduação em Educação na Faculdade de Inhumas (FacMais).

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Publicado

2022-11-30

Edição

Seção

Artigos